terça-feira, 24 de novembro de 2009

MEU CORPO É UM ACONTECIMENTO



“Meu corpo como acontecimento é o advento das forças físicas visíveis em consonância a estímulos invisíveis, trocas sensíveis, afetações recíprocas, imanência e incorporalidade dos seres efêmeros e sensíveis que habitam o vazio e que não podem ser vistos pelo olho-do-visível, o olho retiniano.”
Wagner Rossi


MEU CORPO É UM ACONTECIMENTO, resultado de uma pesquisa de 03 anos, agora é apresentado na Galeria de Arte da EBA-UFMG.
Como banca de defesa de dissertação, o evento conta com a participação de Christine Greiner, Mabe Bethônico e Patricia Franca-Huchet.
Participação especial de Paola Rettore performando SOFIA, NOTA DE RODAPÉ.



SOFIA, NOTA DE RODAPÉ

Concepção, argumento e preformer: Paola Rettore
Criação e confecção do figurino: Marciano Mansur
Papel reciclado: Frente e Verso Encadernações
Fotografia: Eugenio Savio
Adereços (doação): Marcelo Kraiser e Liliza Mendes
Prdução: Vagabundagem Dance Uncia

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O que pode ser dito... PERPENDICULARMUSEU

Venho acompanhando os comentários e discussões em torno do acontecimento PERPENDICULAR – ações para museu. Muito me agrada a forma direta e madura de crítica que, independente dos meios convencionais de comunicação, procura situar questões pertinentes a tais manifestações artísticas. De qualquer forma, tais comentários são incapazes, ainda, de perceberem camadas mais profundas de questionamento e jogo presentes.
Buscar situar as ações dentro de categorias fechadas, disciplinas isoladas, técnicas pré-escritas, soa como uma necessidade de classificação equivocada, já que o projeto pretende ser mais que isso, exigindo reflexões que superem a aparente ingenuidade demonstrada.

PERPENDICULAR é, até agora, uma iniciativa independente, sem fins lucrativos e sem apoio financeiro, capaz de, por isso mesmo, ser um acontecimento efêmero e mutável, objetivando exatamente reflexões sobre onde estamos e para onde iremos nesse campo rico e ao mesmo tempo gasto chamado arte.

Se o diálogo com o Museu Inimá de Paula, a princípio, seja o mote dessas discussões, pois seu apoio institucional compromete a eventual face transgressora das intervenções; esse jogo, desmascarado, mas nesse caso não concretizado, provoca uma sensação desconfortável e sem suporte lógico. Perversa, já que falha, a suposta parceria reforça o que se vê como lugar comum, desvalorizando o que já é desvalorizado. Afinal, agimos fora e não dentro do museu!

Enfim, o que o museu da rua da bahia tem a ver com isso? Absolutamente nada! PERPENDICULAR não está vinculada a essa instituição e, de forma alguma, pretendeu ser conivente com as opiniões e decisões internas do museu. De qualquer forma, os afetos existem na forma de trocas, colaborações, parcerias, definindo exatamente o que pretende o projeto perpendicular.
Como divulgado junto ao flyer desse evento:
PERPENDICULAR vem se configurando como um projeto de ações artísticas que tem como intenção intervir no espaço instituído da arte e, também, ativar redes colaborativas de expressão que ampliem as relações entre instâncias fechadas.

Se nesse momento, PERPENDICULAR se projetou como evento de intervenções urbanas, isso não define essa categoria de manifestação como prioridade do projeto. No evento anterior, PERPENDICULAR – ações para apartamento - setembro de 2009 na minha casa - as ações aconteceram concomitantes à abertura de uma exposição na galeria de arte da Copasa, situada a 100m de onde moro.
As performances, nessa data, basicamente se restringiram ao espaço fechado do apartamento, que, por um período de tempo, foi transformado em lugar público. Não agimos com prévia autorização da galeria de arte da Copasa, que nem soube o que ocorria ali, mas, é verdade, contamos com a participação e colaboração de uma artista que expunha na galeria naquela ocasião.

Assim, me ocorre, que os comentários ainda não conseguiram atingir o cerne da questão que, a meu ver, situa-se exatamente nas possibilidades de troca capazes de fluidificar os lugares precisos e egos carrancudos. A energia criativa, aqui, não é limite, mas alternativa para encontros alegres. Como diz Daniel Lins:


“O homem como sujeito desejante é levado para algo que o torna alegre. Trata-se de perceber uma ética e estética da afetividade e da alegria que, ao contrário da passividade negativa, é força revolucionária, é amor à vida, e vida como uma bela arte. A ética da alegria e dos afectos* é fundamentalmente exultante e busca os meios para satisfazer nosso desejo afirmando ao máximo os bons encontros e a aptidão de cada sujeito a se deixar ser afetado.”**






* (Afecto, em Deleuze, ao contrário do afeto, é uma potência totalmente afirmativa. O afecto não faz referência ao trauma ou a uma experiência originária de perda, segundo a interpretação psicanalítica. Afecto é experimentação, e não objeto de interpretação. O afecto é não-pessoal. Nem pulsão, nem objeto perdido, mas devir não humano do homem. Cf. Daniel Lins, Deleuze, juízo e verdade, São Paulo, Annablume, 2º- edição, 2005.)

** LINS, Daniel. A alegria como força revolucionária. In: Fazendo rizoma, FURTADO, Beatriz; LINS, Daniel (orgs.). São Paulo, hedra, 2008. pg. 45.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

PERPENDICULAR - ações para museu. 28 de outubro de 2009







PERPENDICULAR vem se configurando como um projeto de ações artísticas que tem como intenção intervir no espaço instituído da arte e, também, ativar redes colaborativas de expressão que ampliem as relações entre instâncias fechadas.
PERPENDICULAR - ações para museu, acontecerá nos arredores do Museu Inimá de Paula.
Potencializando o espaço aberto que circunda o Museu e instaurando novas paisagens, o evento terá duração de 3 horas. No momento, o Museu Inimá de Paula apresenta a exposição de Vik Muniz e recebe em residência o artista francês Stéphane Vigny, que fará uma exposição individual no Museu dentro do Ano da França no Brasil.

As ações acontecerão na Rua da Bahia - entre Alvares Cabral e Augusto de Lima. Avenida Alvares Cabral - entre Bahia e Augusto de Lima e arredores - CENTRO de BH. 28/10/09

http://maps.google.com.br/maps?ie=UTF8&ll=-19.925586,-43.936896&spn=0.002093,0.003439&z=18

Para maiores informações acesse: http://perpendicularmuseu.blogspot.com


Participe, contribua, divulgue, freqüente!!!!!

sábado, 17 de outubro de 2009

FRÁGIL CONTATO - Wagner Rossi

A performance Frágil Contato aconteceu durante o evento PERPENDICULAR - ações para apartamento.

Veja mais em: http://perpendicularap.blogspot.com






foto: Lísia Maria





foto: Marco Paulo Rolla

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

PERPENDICULAR - Ações para apartamento



PERPENDICULAR é em Belo Horizonte.
PERPENDICULAR é uma mostra de ações para apartamento.
PERPENDICULAR dialoga com o espaço instituído da arte.
PERPENDICULAR aconteçe durante a abertura da exposição suspensa/suspensos, na galeria de arte da copasa.
PERPENDICULAR é um projeto colaborativo que conta com a participaçõa de artistas de BH.
PERPENDICULAR é um desejo de criar espaços alternativos de expressão artística.

domingo, 23 de agosto de 2009

I Festival de Performance de Belo Horizonte

COMO PREPARAR UM PUDIM SONORO ENQUANTO OUÇO O ANDRÉ, EM FRANCÊS, FALANDO SOBRE ARTAUD

Sábado, dia 22/08/09, como resultado da oficina Performance e Som, realizada por Luca Forcucci, apresentei a performance Como preparar um pudim sonoro enquanto ouço o André, em francês, falando sobre Artaud.

Durante a ação, quebro ovos dentro de uma vasilha de vidro, batendo-os até se transformarem em "neve". Ao mesmo tempo, ouvindo a leitura em francês do texto sobre Artaud em um fone de ouvido, repito-o, mesmo não sabendo falar essa língua.

Duração: 30 minutos
Local: Galpão Cine Horto

Agradecimentos: Ao André Lage, por permitir o uso do texto de sua autoria - Eloqüência Artaudnow - inserido no Folhetim Idéias de Fresta (Dudude Herrmann).
Ao Bruno Soarelli, pelas fotos.
Ao Cris Menezes, pela colaboração e apoio.
e Dunya Azevedo, pela leitura do texto gravado.







































terça-feira, 18 de agosto de 2009

Mostra de videoperformances - MIP2





Durante a MIP2, participei da mostra de videoperformances. Com curadoria do CEIA, os vídeos PE#001 e Quero que cuspam leite em mim... foram exibidos tanto no Espaço 104 quanto no Museu Inimá de Paula, incluídos na programação oficial do evento. As duas videoperformances podem ser vistas nesse blog.

Sobre PE#001, escrevi:

Se o trabalho é um acontecimento possível somente a partir do uso do vídeo, sua especificidade ultrapassa o mero registro de ações – como ocorre em registros de performances - transformando-o em um trabalho necessariamente acoplado ao dispositivo que o atualiza. Se o corpo está invertido a partir da inversão da imagem captada pelo dispositivo, sua veracidade e estranhamento favorecem uma percepção que diverge da percepção fotográfica, já que aqui o corpo não é estático e a ação se prolonga no espaço/tempo. Assim, não uma suspensão do acontecimento, como é o caso da fotografia, mas uma seqüência continuada do acontecimento é o que prevalece, ampliando, nessa ótica, qualquer sensação de instantaneidade própria do fotográfico.
Se no processo fotográfico meu interesse é o de, exatamente, criar uma pausa na sucessão temporal, permitindo relações entre a ação do corpo e sua fixação, no vídeo essa questão se mantém e, ao mesmo tempo, se altera. Mantém-se porque busco, mesmo na imagem em movimento, uma pausa advinda da repetição. É como um momento de silêncio, uma abstenção do devir, um corte na interminável seqüência temporal. Nessa insistência, que persiste durante um período e prolonga-se quando o trabalho é apresentado em looping, o movimento não se apresenta como ação contrária às pausas, mas vê-se acentuada a pausa através da relação que se estabelece entre instâncias contraditórias. Posso dizer que são pausas e congelamentos, mesmo que manifestas temporalmente. Ao mesmo tempo, o movimento existe e é perceptível. Sua duração temporal estabelece a característica própria do vídeo.
De qualquer forma, entre o movimento e a pausa, entre o tempo e sua desaceleração é que o trabalho realiza o paradoxo vinculado à intemporalidade do tempo, ou sua suspensão. Se a repetição é a força propulsora dessa percepção, a característica de rito imprimida a esta ação corporal é a outra face constitutiva da digressão da imagem, capaz de levar-nos a encarnar o silêncio nessas pausas em movimento.
Assim, o intemporal manifesta-se tempo exatamente durante o acontecimento, que o retira da imaterialidade tornando-o exprimível enquanto manifestação do signo que o atualiza. Ao mesmo tempo, tornado matéria de percepção, o tempo volta a ser percebido como algo imaterial, suspenso em sua ausência de sentido.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

MIP2 - II Manifestação Internacional de Performance # Workshop / Nezaket Ekici

Participei do workshop com a artista Nezaket Ekici. O workshop aconteceu entre 27 e 31 de julho, inserido na programação da MIP2. Dia 31, apresentei a performance/ação TERRITÓRIO FLUTUANTE.

Pensar o espaço da cidade como lugar da aventura, do onírico, favorecendo trocas e encontros com o outro e consigo mesmo é o que impulsiona a performance Território Flutuante. No fluxo incessante de veículos e pessoas, em ritmo frenético e ritmado, a ação acontece em um sinal de trânsito - especificamente na faixa de pedestres. Nas pausas, durante o sinal vermelho para o trânsito, pessoas se posicionam sentadas sobre cadeiras. O olhar dessas pessoas busca o olhar do outro – do motorista, do passageiro, daquele que a sua frente aguarda o sinal verde para seguir seu destino.
Na busca de sentido diante da aceleração mecânica e contínua no espaço público, os instantes advindos dessa ação são pausas e desacelerações preciosas por sua fugacidade e plenitude.













































































Rua da Bahia esquina com Guaicurus/ BH-MG
fotos: Bráulio

domingo, 2 de agosto de 2009

MIP2 - II Manifestação Internacional de Performance

Acontece em Belo Horizonte a MIP2. No evento estão incluídos workshops, apresentações ao vivo, palestras e mostra de videoperformances.

Saiba mais sobre o dia a dia do evento e a programação no site www.ceia.art.br/mip


3 a 9 de agosto de 2009
Diversos espaços de Belo Horizonte, Brasil
Entrada Franca


quarta-feira, 8 de julho de 2009

Videoperformance Quero que cuspam leite em mim...

video

terça-feira, 16 de junho de 2009

PAUSA - MEU CORPO É UM ACONTECIMENTO

Ao iniciar uma pesquisa que envolve ações corporais, mesmo que muitas delas desdobradas em processos fotográficos e em vídeo, o tempo como presença indistinta e sem corpo, capaz de se atualizar a partir destas mesmas ações, é um elemento fundamental na percepção e construção dos trabalhos advindos daí. Apesar da facilidade em enumerar ações de forma cronológica, evidenciando um passado que determina fatores presentes e que são da mesma forma, passado como causa de um futuro imaginário, o transcorrer ininterrupto do tempo só é possível de se verificar através de uma série de acontecimentos que o preenche.
Anne Cauquelin, no livro Freqüentar os Incorporais, nos apresenta a estreita relação entre o pensamento filosófico estóico e a arte contemporânea, especificamente naquilo que os estóicos denominavam incorporal. E é através do pensamento sobre o incorporal estóico que podemos nos ater às questões próprias do pensamento atual em arte. Vazio, lugar, tempo e exprimível são discutidos enquanto fios condutores reflexivos capazes de nos situar no âmbito da produção contemporânea. E não poderia ser mais adequado situar tais questões dentro do assunto desta pesquisa de mestrado.
É Cauquelin quem diz que:
“A orientação linear não tem espaço de ser no tempo incorporal. Ele ignora a sucessão dos fatos passados, assim como não prejulga - dando-lhes uma forma a priori – os fatos que o preencherão. O que existe é apenas o presente, o momento – ou o instante, como se queira – que dá um corpo ao atemporal e o faz vir a ser tempo.”
Os acontecimentos seriam, dessa forma, preenchimentos para o atemporal. Estes preenchimentos atualizam momentos que se apresentam como linearidades temporais. O presente se desfaz imediatamente após sua apreensão, após o acontecimento que o preenche, abrindo-se ao nada que convida novos acontecimentos.
O corpo como acontecimento é exatamente esta capacidade de fazer do atemporal um momento de tempo presente. É ele que permite sucessões de sentidos entre acontecimentos passados, ligando-os ao presente e desdobrando-se em futuro. De fato, as relações entre passado, presente, futuro não são da natureza do acontecimento e sim dos sentidos que os preenche. Somos nós que fazemos o malabarismo mental de elaborar sucessões lineares aos fatos.
Tudo isso é bem obvio, e se repito ou afirmo sua existência, é exatamente buscando situar meu corpo dentro desse acontecimento, tornando-o a própria imagem do tempo, sua presença e vitalidade. Um corpo que é tempo atravessa tanto uma realidade da carne, que o constitui, como também aquilo que suspende as ações retirando-as do contexto visível e que pode, nesse caso, ser chamado de incorporal. O incorporal então seria o acontecimento enquanto relação entre corpos, uma presença invisível de tempo, que sendo atemporal, acolhe a ação presente enquanto matéria.
Penso que, para acentuar tal característica de presença, em que o corpo é imanência vaporosa em constante construção e caos, a ausência aparente de sentidos e a precariedade das forças lineares de ações previsíveis constituem elementos capazes de desestabilizar nossa percepção cognitiva linearizante. O corpo como acontecimento desloca qualquer possibilidade imediata de representação, interpretação e julgamento, situando-se no limiar entre presença e seu desdobramento temporal/espacial. Diante das imensas possibilidades que nos estimula a agir, o presente é o fato real em sua magnitude, indistinto e desterritorializado de qualquer conexão entre passado e futuro. Os sentidos advindos dessa presença são estímulos para posteriores ações, ilimitadas e finitas, mas sempre abertas ao devir. Estímulos sensoriais e perceptivos para deslocamentos existenciais, contribuindo ativamente na construção de mundos incessantes, também ilimitados e finitos.
Meu corpo como acontecimento é o advento das forças físicas visíveis em consonância a estímulos invisíveis, trocas sensíveis, afetações recíprocas, imanência e incorporalidade dos seres efêmeros e sensíveis que habitam o vazio e que não podem ser vistos pelo olho-do-visível, o olho retiniano.

CAUQUELIN, Anne. Freqüentar os incorporais: contribuição a uma teoria da arte contemporânea . São Paulo: Martins, 2008, pag. 94.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

QUERO QUE CUSPAM LEITE EM MIM...

QUERO QUE CUSPAM LEITE EM MIM..... videoperformance em processo de edição.

performers: Dani de Moura, Marco Antônio e eu



Aqui, alguns frames do vídeo.







quarta-feira, 13 de maio de 2009

GEOMETRIA DESENCARNADA
















quinta-feira, 16 de abril de 2009

BASIUM OCCIDENTALE - Beijo Ocidental

BASIUM OCCIDENTALE é o nome do trabalho que desenvolvo para os 10 banheiros do evento Arte no Banheiro - Comida di Buteco 2009.

Diante de um convite para participar do evento este ano, desenvolvo o trabalho como desdobramento de uma proposição que fiz a um casal de amigos em viagem pela Europa.

Beto e Rosana, o casal de amigos, estão morando em Barcelona por um ano. Em maio eles retornam à BH. Ano passado, por e-mail, convidei-os a realizarem ações durante as viagens que fizessem pela Europa. A cada local "cartão postal" que visitassem, dariam um beijo registrado por foto. Na imagem, deveria destacar-se tanto a ação dos dois quanto a paisagem-arquitetura-obra local.
Desde então, venho recebendo imagens deles nesta situação.

Se a princípio o trabalho acontece nessa dobra entre a ação do beijo, o registro e o envio para mim, posteriormente, passei a questionar possíveis relações entre esta ação e a força cultural e contemplativa das imagens. Tais imagens, exacerbação da cultura europeia e de sua presença, desencadeando todo um processo histórico e artístico centrado na hegemonia ocidental, são manifestações de nossa identidade e idolatria com o que é estrangeiro. Ser ocidental é estar apto a comungar com a grandiosidade secular manifesta nas obras públicas das principais cidades da Europa. E é isso que o beijo faz... Ele tanto reverencia quanto, sutilmente, questiona ironicamente tal presença.

A partir dessas imagens, e voltando ao BASIUM OCCIDENTALE, percebi que a forma de se beijar do casal é manifestação corporal condizente com a cultura da qual ela é originária. Pesquisando na internet o assunto beijo, me vi diante de uma série de informações - muitas delas inúteis - sobre a relação entre beijo e cultura. Escolhi algumas delas e as inseri nas imagens.
Dez fotos diferentes, dez textos diferentes.

As fotos enviadas foram feitas pelos dois filhos do casal - O André e o Victor.

Com o intuito de trabalhar com as fotografias, convidei o artista e designer gráfico Sérgio Guerra para desenvolver uma identidade única para as fotos. Ficou decidido, após algumas sugestões, que os textos inseridos seriam manuscritos e as imagens apresentariam tons avermelhados.

Assim, o trabalho final que já pode ser visto nos banheiros dos 05 bares, é o resultado de um processo participativo e colaborativo.

Agradeço ao Beto, Rosana, André, Victor e Sérgio a boa vontade e confiança em participar desse projeto.


Para ver as fotos nos banheiros, visite os bares:

Aconchego da Floresta - Floreta
Churrascaria do Itamar - Esplanada
Bar do Primo - Lourdes
Bar Sabor do Nordeste - Santo Antônio
Bar Local - São Pedro

Maires informações sobre o evento

www.comidadibuteco.com.br

















































segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

videoinstalação - DOR / Disseminação III - Museu Inimá de Paula - BH











sábado, 13 de dezembro de 2008

DISSEMINAÇÂO


Segue flyer do Disseminação III. Sábado, dia 13 de dezembro de 2008.
Participo com uma videoinstalação....

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Série Horizontalidade - Wagner Rossi Campos

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A Série Horizontalidade é desdobramento da Série Ponto de Equilíbrio. Nessas imagens - aqui apresento uma delas - meu corpo horizontal e em suspensão dialoga com a evidente verticalidade dos corpos sociais.

Vito Acconci - 1970



Three Relationship Studies - vídeo em super8

domingo, 26 de outubro de 2008

PAUSA

Sou um corpo repleto de contradições, embebido em infinitas citações, instruções, modos de uso, agenciamentos. Mesmo assim, sou ainda um feixe de luz que, em evidente descompasso, reflete sua intensidade e calor nos diversos contatos, efêmeros e fugazes, que insistentemente explodem diante de mim. Minha sombra, delimitando um volume denso e anteparo para outra luminosidade, impele o observador e qualquer ente sensível a dizer com certeza: A luz é externa! Quanta ignorância, já que para se concluir tal fato é necessária outra intensidade de luz capaz de se fartar de razão.

Similarmente, somos insistentemente bombardeados pelo domínio limitado da arte, como forma e produto, e inseridos em um mercado competitivo que orienta e define valores capazes de silenciar forças intensas, transformando certos padrões artísticos e estéticos em verdadeiros enunciados vanguardistas. Dessa condição, nada mais óbvio do que concluirmos também que, diante da arte instituída, nada resta a fazer, já que somos apenas uma sombra, um rastro perante sua magnitude.

Novamente, teimo em insistir na ausência de sensibilidade para o reconhecimento da força e intensidade do corpo, de suas errâncias, desejos, diferenças. Ao nos permitir o abalo pela eficácia do mercado da arte, aliado à complexa rede de comunicação midiática – fábrica glamurizada de prazer e desejo consumista – somos forçados a aceitar um espaço que nega a evidencia das nossas particularidades e capacidades criativas. Ondas e ondas de informação bombardeiam intensamente nossos sentidos e percepções, transformando a vitalidade da existência em um depósito de detritos aguardando solicitação de uso. Perdidos diante de um desejo de adequação, mesmo que aparentemente transgressor, o corpo – seu corpo/meu corpo/nosso corpo – sente-se desconectado daquilo que é essencial para o domínio de si. A arte, manifestação da existência e de sua vitalidade, que processual e experimental definem diferenças múltiplas, não condiz com a restrita capacidade de absorção do mercado.

Opto, nesse momento, por perceber a grandiosidade das idéias, experiências e sensibilidades de um número diverso de artistas e não artistas que, no fluxo caótico da existência, desejam intensamente dizer o que ainda deve ser dito. Dessas presenças, o que fica é a imensurável relação entre a vida do artista e sua obra, uma determinando a existência da outra, alimentando-a, transformando-a, intensificando o contato com o mundo e sua face trágica.


wagner rossi campos

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

imagens da instalação RE/AGente - mostra [ ]e tal...
































































sábado, 11 de outubro de 2008

Projeto RE/AGente - depoimento 3

video

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Projeto RE/AGente - depoimento 2

video

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Projeto RE/AGente - depoimento 1

Durante a mostra [ ]E TAL... , apresentarei uma videoinstalação. No vídeo, em sequências alternadas, comento algumas especificidades do projeto RE/AGente. Chamo esses comentários de depoimentos 1,2,3.

Aqui o depoimento 1.


video

domingo, 5 de outubro de 2008

RE/AGente. Projeto para mostra de arte no Mamacadela.

Dia 11/10/08 é a abertura da mostra coletiva [ ] e tal... no espaço Mamacadela. O local é uma casa no bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte.






Participo dessa mostra com o projeto RE/AGente.
O projeto teve inicio a partir de uma carta/convite que enviei aos artistas da mostra. Como é um projeto que privilegia o processo, o contato e a troca, dia a dia elaboro uma e outra questão que surge...

Apresento aqui a carta/convite que enviei aos artistas participantes.


Convido-o a participar da realização do meu trabalho que, em parte, é a apresentação do seu trabalho. Caso aceite, enviarei, via e-mail, a fotografia - fotoperformance - de uma ação realizada por mim para a câmera fotográfica. Nessa foto, meu corpo está nu e invertido sobre uma cadeira preta. Ao receber essa imagem, você deve criar ou se apropriar de algum objeto, desenho, pintura, texto verbal e tal... que, de alguma forma, crie uma relação de contato entre você e a imagem que recebeu.
O resultado dessa aproximação originará ações simbólicas e prováveis objetos.
Confirme sua participação respondendo esse e-mail. Em seguida, enviarei a imagem para sua apreciação.
As dimensões máximas para sua criação devem se restringir a 50x50x50cm.

Os trabalhos originados a partir daí, incluíndo o seu, é o que será exposto no espaço determinado para o meu trabalho.
A montagem dos trabalhos desenvolvidos é de minha responsabilidade, e sua participação será evidenciada no espaço da mostra com os dizeres:
nome do trabalho: RE/AGente / wagner rossi em colaboração com : nome dos participantes (o seu incluído.)

Durante a mostra, na abertura, uma pessoa se encarregará de distribuir, entre os visitantes, um impresso com a mesma imagem fotográfica recebida por você.
Essa proximidade do espectador com a "obra" impressa fortalecerá o vínculo entre a imagem que ofereço e o seu trabalho, exposto no espaço do meu trabalho.

Embaralhando os códigos e lugares definidores do que é meu e seu que o trabalho se abre para o outro.

Aguardo sua resposta, desejando uma feliz parceria entre nós.

sábado, 4 de outubro de 2008

ZIKZIRA - Projeto Solilóquios 2008- Eduardo Fukushima


O zikzira espaço ação apresenta a segunda etapa do projeto ‘Soliloquios’ 2008, com solo Brasileiro de Eduardo Fukushima.

Mediadora:
Helena Katz (jornalista, professora PUC/SP)
Um manifesto pessoal, um depoimento não verbal.
Uma urgência latente.
Escolhido dentre 305 candidatos de todo Brasil, Eduardo Fukushima apresenta seu trabalho solo.
“Antes dos gestos e movimentos, minha dança nasce de sensações cotidianas, de uma urgência e necessidade de comunicação. A questão neste trabalho surgiu a partir do próprio movimento, ele o principal condutor de uma razão para dançar. Estou interessado em questões do meu corpo neste momento, sua situação. Chego a um corpo em contenções, reflexo desse tempo e dessa sociedade e entre contenções criam-se inúmeras possibilidades.”
Eduardo Fukushima
Entrada franca
Censura livre
Os ingressos poderão ser retirados 1 hora antes do espetáculo no local.

Dias 04 e 05 de outubro. Local: Zikzira Physical Theatre
Rua Laplace 18a, Santa Lúcia, Belo Horizonte, MG, CEP 30130-005
31 32930833

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Arte é pra se viver nela.




Venho ampliando formas de pensar meu trabalho como artista e, assim, reforçando relações entre vida e arte. O assunto já é batido e situado dentro de contextos vanguardistas da segunda metade do século XX, mas, ao mesmo tempo, continua fresco e aberto a experiências e propostas que teimam em insistir. Não poderia ser diferente, já que estamos imersos em múltiplas realidades plenas de imagens e, de alguma forma, tudo isso me remete a momentos distantes no tempo, onde o corpo repleto de simbologias secretas – imagens mentais e reais oscilando entre o dentro e o fora - dialogava de forma presencial com o mundo.





Junto à pesquisa que venho realizando, em que o corpo é acontecimento dado a ser visto, sentido, amado, vivido, venho percebendo encontros como ações ativadoras de espaços e energias – internas e externas. Estas ativações do vivo, plenas de desejo e vitalidade, reforçam minha convicção de que a arte é elemento favorável à troca jubilosa, ativa e criativa.







Arte é pra se viver nela!

Assim, heis que ontem estive num “clubinho”. Ou melhor, no clubinho. O clubinho é um nome qualquer - ou o nome próprio - de um grupo de artistas amigos. Não sei se sou do clubinho, mas, de qualquer forma, participei dele e nessa presença, vivi muito do que disse há pouco. Experiência imersiva de troca e afetividade, alegria e força inventiva. Tudo bem caótico, mas a própria manifestação da vida em sua força e abertura ao que está por vir.









Dessas experiências não se aprende nem se interpreta, vive-se! Mas e as imagens?
A imagem é um elemento, ela é recorte. Por isso o recorte materializa um objeto que pode vir a ser inserido no “universo” da arte. Pensando sobre isso, observo como cada escolha, cada opção, cada percurso e experiência vêm carregado de sua determinação. Essas determinações e escolhas originam lugares muitas vezes pré-fixados dentro do contexto da arte instituída, mas, também, permitem renovadas atitudes, contatos e contágios que, desdobrando-se no tempo/espaço, unificam ações em rede. Na complexidade desses fluxos de vida, momentos são transbordamentos que, se espalhando pelos campos altamente fecundos, germinam novas e novas associações e trocas.









Não quero mais diferenciar a vida da arte. Somente ampliando minhas concepções e limites, somente o meu pensar livre e aberto podem favorecer a existência de uma manifestação artística localizada, recortada. Lente de aumento sobre uma faceta da realidade da experiência estética. O essencial, invisível, veste os olhos, a pele, os órgãos, os sentidos diversos.



junto ao texto, algumas fotos feitas no "clubinho" de ontem.
participaram eu, Dani, Júlio, Marco, Clarice, Camila e João.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Ambientes Virtuais e Campos de Imersão - EIA 2008



















Ambientes virtuais e campos de imersão

Amadeu Zoe e Márcio Black (barulho.org)
Diogo (Cooperativa Laudelina)
Lucas Bambozzi

mediação: Caio Fazolin

CCSP
Sala 0 - Piso Flávio de Carvalho
Rua Vergueiro, 1000
São Paulo

11 de setembro
quinta-feira
19 h


Será também uma boa oportunidade para apresentarmos a nova proposta
de trabalho do EIA para a semana de imersão desse ano e nos reencontramos.

DEBATES 2008

São encontros entre atores urbanos cujo objetivo é definir e ativar elementos chave para o JOGO, como: possíveis locais para casas do jogo, levantamento de mídias disponíveis para arquivar e divulgar pistas e aprofundamento de temáticas e discussões de inspiração para o desenvolvimento de um jogador urbano.

É um momento em que todos, debatedores e participantes, se reconhecem como jogadores e começam a desenhar juntos os campos de imersão. Cada debatedor apresenta suas realidades e pesquisas cotidianas na urbes e depois contribui com a criação da SEMANA DE IMERSÃO. O debatedor é um ator urbano que está envolvido com algum grupo ou comunidade urbana.


1º Debate 2008:


"Ambientes virtuais e Campos de imersão"

Objetivo: Integrar o tabuleiro cibernético aos corpos, às ruas, comunidades e cidadãos. Discutir como os ambientes virtuais podem contribuir no estabelecimento, expansão e fortalecimento das redes coletivas e como a ampliação do acesso à tecnologia e suas possibilidades são estratégicas na transformação das relações sociais.

Debatedores/ Atores Urbanos:

Diogo- integrante da Cooperativa Laudelina, desenvolve redes e sites em software livre.

Amadeu Zoe – (Barulho.org) Mestrando em Geografia Humana na USP com o tema "A implantação da Internet no Brasil, o conceito de rede e a geografia dos fluxos informacionais no século XXI", Amadeu é professor de "Criação de Mídias" no colégio Miguel de Cervantes. Também atua como produtor e editor da web rádio "DADA Rádio", apresentando o programa "Electrojazz" além de produtor dos eventos e festas de rua do coleteivo barulho.org, que tem como princípio a organização de apresentações visuais e sonoras como forma a reapropriar-se temporariamente do espaço público como lugar de encontro e troca.

Lucas Bambozzi- artista plástico e video maker

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

RIO - 29 de agosto de 2008.




sábado, 23 de agosto de 2008

PERFORMANCE PRESENTE FUTURO - Dias 29, 30 e 31 de agosto no Oi FUTURO - RIO




Durante três dias, de 29 a 31 de agosto, o Oi Futuro recebe Performance Presente Futuro, um evento interdisciplinar dedicado à multiplicidade da arte da performance e sua integração com recursos tecnológicos e científicos, percebidos em uma parte da produção performática atual. A programação, com entrada franca, reúne exibição de videoperformances de artistas como Wagner Rossi, Amilcar Packer, Sara Ramo, João Penoni, além da participação de Chelpa Ferro, Maurício Ianês, Pontogor, Vivian Caccuri, Ana Montenegro e Edgar Ulysses e da Cia Teatro Autônomo, e palestras de Maria Beatriz de Medeiros, Orlan e Ricardo Dominguez.

Performance Presente Futuro reúne pesquisas artísticas e trabalhos inéditos em que a ciência e a tecnologia estão presentes como fundamento e não somente como fetiche. As propostas exibidas nestes três dias de mostra são fruto da vontade de artistas em compreender a humanidade pós-orgânica em um mundo que se quer mais tecnológico, mas que também precisa resgatar sua harmonia natural para garantir permanência ao homem, animal que cria e destrói, voraz. Durante três dias, o quarto piso do Oi Futuro recebe ações ao vivo, vídeos performáticos e palestras de artistas que, apoiados em tecnologias diversas, elucubram sobre o cotidiano humano em meio urbano, hoje totalmente permeado por recursos mecânicos, eletrônicos e digitais.

“Ferramentas como gravação e projeção de imagens, amplificação de sons, atos em telepresença e intervenções cirúrgicas manipulam os componentes de obras-ato, efêmeras por natureza, prolongando o corpo do artista, rearranjando narrativas e temporalidades desta que é considerada uma arte ao vivo e presencial por princípio. Essa é primeira vez que um evento discute essas relações entre arte performática e ferramentas tecnológicas”, explica Daniela Labra, curadora do projeto.

Um dos destaques do evento é a palestra com a artista francesa Orlan, na sexta-feira, dia 29, às 19h30. Nascida em Saint-Etienne, Orlan surpreendeu o mundo quando, entre 1990 a 1993, protagonizou uma série de nove cirurgias performáticas, filmadas e difundidas em instituições ao redor do planeta. Atualmente, ela trabalha com escultura e fotografia digital para a série Auto Hibridizações ao mesmo tempo em que trabalha com biotecnologias.

terça-feira, 29 de julho de 2008

ANPAP - Associação Nacional de Pesquisa em Artes Plásticas

A ANPAP - Associação Nacional de Pesquisa em Artes Plásticas, foi fundada em 1987.
Os encontros organizados anualmente pela ANPAP têm sido os grandes marcos do desenvolvimento da pesquisa em Arte no país, promovendo intercâmbios entre universidades, entre universidades e outras instituições, entre artistas autônomos e a comunidade científica, bem como discutindo e divulgando as pesquisas levadas a efeito em todo o Brasil.

Para o 17º ENCONTRO NACIONAL, que acontece de 18 a 23 de agosto de 2008 em Florianópolis/SC, apresentamos um trabalho em co-autoria - eu, Patrícia Franca e Daniella de Moura - com o título: Pensando a imagem do corpo.

Maiores informações sobre a ANPAP e o encontro deste ano, acesse o site http://www.anpap.org.br/

sábado, 12 de julho de 2008

VERBO 2008 - Galeria Vermelho/SP

Recebi um e-mail da Galeria Vermelho sobre a Verbo 2008. Pela importância da iniciativa, envolvendo a exposição, o estudo e a reflexão sobre a arte da performance, incluo o release no blog.



A VERBO, evento de performance que ocorre anualmente na galeria Vermelho, chega à sua quarta edição apresentando 51 projetos que refletem o campo de tensão representado pela performance na arte atual. São fotos, instalações, performances, vídeos e stills de vídeo que apontam para a tentativa do artista de colocar em perspectiva um diálogo com o observador através do seu corpo. Elementos carnais da iconografia tradicional serão apresentados em contraposição à assepsia do cubo branco em trabalhos que sugerem a dependência, o cuidado, a necessidade de compromisso e de dominação.

A seleção de trabalhos aponta também para o poder associado ao sagrado, ao profano, às rotinas do cotidiano e à dor infligida pelo homem a si mesmo e aos outros. Atos de violência, rotinas diárias de alimentação, respiração, reprodução e sexualidade que, por conta da natureza civilizada do homem não aparecem em público, especialmente em situações onde a tradição limita a liberdade individual.

Além disso, a VERBO 08 apresenta também ações que abordam questões relacionadas ao estatuto da performance na arte atual, como, sua inserção institucional e no mercado de arte; sua aproximação com outras mídias, e, por último, sua atual eficácia como instrumento crítico e de resistência ao sistema vigente.

Para discutir tais questões, o Centro Cultural São Paulo em parceria com a Vermelho, criaram o seminário Verbo Conjugado que ocorrerá paralelamente às ações na galeria. Dividido em quatro dias, o seminário discutirá temas como, Performance e Documentação, Performance e Reencenação, Performance e Resistência Cultural, entre outros, e conta com a participação de artistas e intelectuais de várias áreas. Simultaneamente, o Mariantonia - Centro Universitário da USP, programou o curso Performance em Expansão que pretende apresentar uma análise da performance a partir de suas origens, abordando suas várias faces e articulações com outras práticas artísticas (mais informações abaixo).

Relação de artistas:: Amilcar Packer (SP), Ana Maria Tavares (SP), André Komatsu (SP), Cadu (RJ), Carla Zaccagnini (SP), Carlos Monroy (Bogotá, Colômbia), Cris Bierrenbach (SP), Farias & Mettler (Brasil, Suíça), 3D (SP), Daniel Fagundes (SP), Daniel Murgel (RJ), Fabiano Marques (SP), FrenchMottershead (Londres, Inglaterra), Glaucia Mayer (RJ), Grupo Bijari (SP), Síssi Fonseca e Hugo Fortes (SP), Jaime Lauriano (SP), Juliana Notari (Recife), Laerte Ramos (SP), Leandro Lima e Gisela Motta (SP), Leya Mira Brander (SP), Lia Chaia (SP), Luiz Alfredo Guedes (SP), Manuela Marques (Paris, França), Marcelo Cidade (SP), Marcio Banfi (SP), Marco Paulo Rolla (Belo Horizonte), Massimo Grimaldi e Sabina Grasso (Milão, Itália), Maurício Ianês (SP), Michel Groisman (RJ), Nicolás Robbio (SP), OPÁVIVARA + Grupo UM (RJ), Rafael Assef (SP), Renato Hofer (SP), Ricardo Carioba (SP), Rosângela Rennó (RJ), Rose Akras (Amsterdã, Holanda), SUPERFLEX (Dinamarca), Thelma Bonavita e Cristian Duarte (SP), Tiago Judas (SP),Tiago Primo (RJ), Yiftah Peled (Florianópolis) e Yuri Firmeza (Belo Horizonte).

EXPOSIÇÃO:: VERBO 2008
PERFORMANCES:: DE 15 DE JULHO A 18 DE JULHO DE 2008, DAS 20 ÀS 22H30, 19 DE JULHO DAS 11 ÀS 20H
EXPOSIÇÃO:: DE 15 DE JULHO A 09 DE AGOSTO DE 2008. Terças a sextas das 10 às 19 e sábados das 11 às 17h.
ENTRADA GRATUITA
HORÁRIOS E INFORMAÇÕES::
www.agenciaverbo.com e www.galeriavermelho.com.br
VERMELHO
RUA MINAS GERAIS, 350 - 01244010 - SÃO PAULO - TEL.: 11 3257 2033

sexta-feira, 13 de junho de 2008









TRABALHOS DA SÉRIE PONTO DE EQUILÍBRIO - WAGNER ROSSI - 2008

quinta-feira, 12 de junho de 2008

PE#003 - videoperformance - 2008

video

Fotos da abertura da exposição - imagens de Érica Ferreira

TERCEIRO ESPAÇO - EMMA THOMAS/SP



segunda-feira, 12 de maio de 2008

TERCEIRO ESPAÇO - curadoria de WAGNER ROSSI e ALEXANDRE HYPÓLITO

TERCEIRO ESPAÇO - Galeria Emma Thomas

Apresentação

A exposição Terceiro Espaço é uma coletiva de artistas do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. A proposta é unir artistas e trabalhos dos dois Estados, não implicando em determinar especificidades regionais, mas sim convergir percursos e propostas para um terceiro lugar aparentemente neutro.
A Galeria Emma Thomas, em São Paulo é, então, o espaço para o diálogo entre estas produções, atuando como um entremeio capaz de propiciar à exploração das diversas possibilidades que surgem nesse encontro.
Contudo, por ser um lugar com características específicas – geográficas, cartográficas, sociais, culturais – a galeria funciona também, nesse caso, como espaço de transformação e reorganização das propostas que acolhe, influindo ativamente na apresentação dos trabalhos.
Nessa hibridização, própria de uma confluência de diferenças, a Emma Thomas atua como um espaço de contato aberto e mutável.

Sobre a curadoria:

Os curadores Wagner Rossi e Alexandre Hypólito optaram por trabalhar com a idéia de caminhada e percurso. Tanto no que se refere à produção individual de cada artista, quanto pela característica do deslocamento geográfico (um ir para).
Sem uma definição pré-concebida e limitadora de percursos e experiências, a mostra contempla um número generoso de artistas envolvidos em momentos distintos de produção e prática artística.
Assim, não havendo uma linguagem específica ou unificadora nesta produção, o que pode ser apreendido é a grande variedade de processos e suportes, conceitos e proposições.
Entre os trabalhos escolhidos, o corpo e a paisagem são dois temas evidentes. Não fechados em seus conceitos rígidos, mas abertos a trocas e sentidos múltiplos. Aqui, corpo e paisagem não se fixam, são transitoriedades direcionadoras de deslocamentos conceituais que permitem assimilar corpo como paisagem e paisagem como corpo, definindo a amplitude simbólica, estética e textual como forças capazes de evidenciar a impossibilidade de fusão entre as diferenças, sejam elas culturais, geográficas, sociais ou políticas.


Artistas de Minas Gerais – curadoria de Wagner Rossi

Galeria:

Daniella de Moura
Patrícia Franca
Paulo Nazareth
Rodrigo Castro de Jesus
Rodrigo Mogiz

Área externa da galeria:

Cássia Macieira
José Paulo Neves
Luciana Lyrio


Artistas do Rio de Janeiro – curadoria de Alexandre Hypólito

Galeria:

Felix Richter
Julia Debasse
Tereza Costa
Winnie Colvin

Área Externa da galeria:

Gabriela Mureb
Miguel Bandeira
Pedro França


texto: Wagner Rossi

quarta-feira, 26 de março de 2008

ZIKZIRA Espaço-Ação










Kim
Global Warming






Contemplado pelo Prêmio Cena Minas o espaço abre inscrições para o projeto “Solilóquio”.


Em 2008, o espaço da continuidade a seu programa variado e internacional chamado ‘ação contraria’, apresentando o projeto Solilóquio, onde demonstra o não confinamento nas suas formas de abordagem cênicas; dando a oportunidade para artistas que tenham uma característica singular a realização de cenas individuais, onde a forma dramática do discurso em que o corpo extravasa de maneira ordenada ou não, os seus pensamentos e emoções em monólogos ou solos, sem dirigir-se especificamente a qualquer ouvinte, criando assim um tempo no espaço onde o privilegio de testemunhar um ato de ações físicas se torna público.

As inscrições podem ser feitas pelo site www.zikzira.com/actionspace


Primeiro Solo da serie “Solilóquios”

Global Warming

O premiado bailarino coreano Sung hwa Kim explora em seu trabalho solo, o transmutável, aquilo que é vidente a um processo de perpetuo recomeço, um recomeço arcaico e urbano.

Sunghwa-Kim
Graduado pela Deok Won Arts School, da Coréia do Sul, Sunghwa-Kim tem ganhado vários prêmios de melhor bailarino em seu país especialmente por participações em festivais, entre eles, The Pusan Dance Festival, International Exibition Memorial Festival, Art Summit, New Generation Festival, 12th Korean National Dance Festival, e Seul International Dance Festival. Sunghwa-Kim atuou no espetáculo Eu vos liberto da Cia Zikzira .

Os ingressos poderam ser retirados 1 hora antes do espetaculo.
09 e10 de maio as 21:00hs
Entrata franca.
Rua Laplace 18ª santa lucia
(31)32930833

www.zikzira.com/actionspace


Release enviado pela Fernanda Lippi

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Improvável Presença - 2007

Imagens da ação/instalação Improvável Presença, realizada no bar Família Paulista, durante o evento ARTE NO BANHEIRO - comidadibuteco/2007. Belo Horizonte-MG

Utilizado como utensílio de limpeza, o balde é objeto necessário nos processos cotidianos de higiene dos espaços habitáveis. Na instalação/intervenção Improvável Presença, o balde foi o elemento que me permitiu propor contatos improváveis entre o meu corpo e o ambiente dos banheiros. Além dele, as paredes foram cobertas de tinta vermelha e uma lâmpada vermelha substituiu a tradicional luz branca.
Como o nome do trabalho sugere, ocorre um estranhamento na organização dos objetos – baldes – instalados no banheiro, oportunizando novas posturas e diálogos do corpo diante desses elementos e do ambiente.
Subvertendo sua função utilitária e localização velada, o balde é, aqui, presença estética e relacional.
Improváveis posturas foram exploradas por mim, ao fotografar proposições do meu corpo no ambiente, expondo-as nas portas dos banheiros




segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

GESTOS MECÂNICOS XXI - Wagner Rossi - dezembro de 2007

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

NOVOS TERRITÓRIOS NA WEB - videoperformances GESTOS MECÂNICOS

http://filas.biz/gestos-mecanicos-xi/

http://pachipro.yourjapan.jp/watch-video/6h2ummpZlH8/lewiserpente/gestos-mecnicos-x.html

http://ufovid.abovetopsecret.com/tag_videoperformance.html

http://video.aol.com/related-snag/gestos-mecanicos-x/1314626293

http://www.truveo.com/tag/gestos

http://www.videosear.ch/tag/contempor%C3%A2nea/

http://www.vonango.com/?clob=video&glob=mecanicos

http://www.vonango.com/?clob=video&glob=mecanicos

http://www.iphoneaddon.com/results?search_query=videoperformance

http://www.iphoneaddon.com/results?search_query=gestos

http://www.videosear.ch/tag/(v%C3%ADdeo/

http://video.aol.com/video-detail/gestos-mecanicos-x/1314626293

http://www.vonango.com/?clob=video&glob=Guattari

http://www.toky.it/video_amatoriali_player.asp?video=XMKHy00ZNHk&v=Poros

http://vietson.com/video/?search=Desconhecidos



domingo, 30 de dezembro de 2007

Imagens do vídeo Gestos Mecânicos XXV - Wagner Rossi, dezembro de 2007




quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

GESTOS MECÂNICOS - Dezembro de 2007

Quanto mais percebo a facilidade com que imagens em movimento são transmitidas de forma global em questões de minutos, mais consciente fico da incapacidade de uma leitura profunda dos aspectos que constituem essas imagens - desde sua intenção, origem, método, abrangência, até sua recepção e percepção pelo outro.
Não pretendo atestar valores e posições hierárquicas, qualificando em categorias essas formas de percepção. Mesmo os mais imprevisíveis contatos são intensidades, possibilitando apreensões reais.
Na série de vídeos denominados Gestos Mecânicos, realizados entre o período de 01 a 25 de dezembro de 2007, percebo uma amplitude que transborda os limites de um tempo e lugar precisos, abrindo-se, em suas particularidades individuais, ao encontro com o outro.
Nessa obra que se desmenbra e dilui, convergindo para uma existência que não se consegue deter e que se move sozinha, compreendo sua facilidade de ser tanto uma faceta como toda sua extensão. Completamente livre de direções e proposições rígidas, sua imaterialidade compõe nesse espaço virtual um imenso espectro de abertura ao porvir.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Mapeamento verbal da série Gestos Mecânicos - acompanhe os vídeos no You Tube.

Gestos Mecânicos I - 01/12/07

uma ação cotidiana em uma série de vídeo registro.

Gestos Mecânicos II - 02/12/07

Série de 25 vídeos como registro de uma mesma ação diária. A data da captação da imagem e do upload é apresentada ao início do filme. As imagens são captadas por uma CAM/ câmera de PC.

Gestos Mecânicos III - 03/12/07

"Os acontecimentos são as únicas idealidades; e reverter o platonismo é, em primeiro lugar, destituir as essências para substituí-las pelos acontecimentos como jatos de singularidades." GILLES DELEUZE

Gestos Mecânicos IV - 04/12/07

"Foi a partir desta descoberta do rosto como lugar do acontecimento que o cinema mudo pôde produzir um mundo de epifanias, de coisas dotadas de olhar. Por meio do close, que dá dimensão monumental ao rosto, suspende toda intriga e duraçao exteriores para concentrar nele os acontecimentos." NELSON BRISSAC PEIXOTO - Paisagens Urbanas

Gestos Mecânicos V - 05/12/07

"É somente através do muro do significante que se fará passar as linhas de a-significância que anulam toda recordação, toda remissão, toda significação possível e toda interpretação que possa ser dada. É somente no buraco negro da consciência e da paixão subjetivas que se descobrirão as partículas capturadas, sufocadas, transformadas, que é preciso relançar para um amor vivo, não subjetivo, no qual cada um se conecte com os espaços desconhecidos do outro sem entrar neles nem conquistá-los, no qual as linhas se compõem como linhas partidas..." GILLES DELEUZE/FÉLIX GUATTARI - Ano Zero/Rostidade.

Gestos Mecânicos VI - 06/12/07

Hoje vai ser o silêncio!

Gestos Mecânicos VII - 07/12/07

Como habitar os espaços? Como construir possibilidades criativas e ativas nessa relação com o interior dos lugares familiares - o quarto, o banheiro, os cantos? Nessas performances, amplio campos de presença, transportando-as para mídias públicas e de livre acesso.

Gestos Mecânicos VIII - 08/12/07

Chamo de "gestos mecânicos" aquelas ações que acontecem cotidianamente, e que incluídas como ações necessárias e insdipensáveis, atualiza em nós uma reflexão sobre os atos modelados e destituídos da presença ativa na ação.

Gestos Mecânicos IX - 09/12/07

quero me ver livre do rosto...desse rosto ultrapassado e que não me atende mais. Trabalhar de forma a desconstruir uma identidade formatada pelo medo e culpa. Meu corpo não é meu rosto, é muito mais que isso.

Gestos Mecânicos X - 10/12/07

Destruir o rosto é trazer dignidade para a cabeça. Uni-la ao corpo, eliminando a experiência de deslocamento corpo-cabeça.

Gestos Mecânicos XI - 11/12/07

Nessa cabeça de palhaço, expondo seu rosto ao ridículo da ação, fica evidente a sutil e invisível passagem entre estados que motivam, no outro, o desrespeito, o olhar crítico, a indiferença, e por outro lado, a inserção em circuitos culturais, a aceitação, a sofisticação intelectual. Transitar entre esses lugares pode ser uma política.

Gestos Mecânicos XII - 12/12/07

Fenômeno ritual intenso que, em sua repetição, devolve ao gesto a possibilidade de ser pura poesia.

Gestos Mecânicos XIII - 13/12/07

"Conquistadores podem ter privado suas vítimas da sua linguagem, arte, religião, reis e arquitetura; mas a dança, sempre fértil, escapou do controle do conquistador." T. Hijikata

Gestos Mecânicos XIV - 14/12/07

"...é preciso constatar que se misturam diariamente nas telas do planeta as imagens da informação, da publicidade e da ficção, cujo trabalho e cuja finalidade não são idênticos, pelo menos em princípio, mas que compõem, debaixo de nossos olhos, um universo relativamente homogêneo em sua diversidade." Marc Augé

Gestos Mecânicos XV - 15/12/07

Total participação - total alienação...não existe espaço para o conforto do equilíbrio.

Gestos Mecânicos XVI - 16/12/07

A pele do rosto....deslizando pela sua superfície, a câmera registra suas descontinuidades, rugosidades...percursos que modificam sua aparente superfície - máscara.

Gestos Mecânicos XVII - 17/12/07

Na superfície da imagem do vídeo apresenta-se um corpo e sua profundidade, demarcada pela presença da escova de dente dentro da boca e em movimento.

Gestos Mecânicos XVIII - 18/12/07

A cidade nos mantém sob seu olhar, que não se pode suportar sem vertigem. Se gostas de vigiar, ofereço meu rosto para seu controle.

Gestos Mecânicos XIX - 19/12/07

Esse diário é, para mim, desenvolvimento de pensamentos que me afligem dia e noite, mais ou menos imediatos e gerais. Não sei se há seqüência de um dia para outro ou se há fragmentação de assuntos ou idéias, o que sei é que é vivo, documento vivo do que quero fazer, do que penso e sinto.

Gestos Mecânicos XX - 20/12/07

A vergonha e a sua ausência são apenas manifestçaões opostas de uma mesma necessidade...sera?

Gestos Mecânicos XXI - 21/12/07

Quando olho para um rosto conhecido, daqueles que se guarda uma memória contida, percebo que fico estranho. É como uma invasão da minha privacidade...um estupro. Não pelo outro, que nem se dá conta daquilo, mas pela sensação de castração que o rosto consegue impor a mim. Rosto como identidade, como poder, como construção ideológica. Rosto de terno e gravata e olhos azuis, rosto de salto alto, rosto no palanque.

Gestos Mecânicos XXII - 22/12/07

....o tempo como um lenço usado. Quanto mais amarrotado, mais possibilidades de novas invenções.

Gestos Mecânicos XXIII - 23/12/07

O gesto de escovar os dentes parece tão corriqueiro que, antes de pensar sobre isso, na infância, achava ser natural tal hábito.Minha avó me contou, quando ainda viva, que ela não tinha escova de dente quando criança. Não existia!Escovava os dentes com uma folha, não me lembro qual, e na beira do rio. Isso me impressionou muito! Tive que rever todas as minhas crenças, e não acreditei mais no que os adultos falavam.

Gestos Mecânicos XXIV - 24/12/07

"Rosto, que horror, é naturalmente paisagem lunar, com seus poros, suas espessuras desiguais, suas partes obscuras, seus brilhos, suas brancuras e seus buracos: não há necessidade de fazer dela um close para torná-la inumana, ela é close naturalmente, e naturalmente inumana, monstruosa cogula." Gilles Deleuze; Félix Guattari - Ano Zero/Rostidade.

Gestos Mecânicos XXV - 25/12/07

"Num contexto marcado pelo controle da vida, as modalidades de resistência vital proliferam de maneiras as mais inusitadas." Peter Pál Pelbart - Vida Capital/p.150.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

GESTOS MECÂNICOS - série de vídeos diários realizados para a web. O projeto se estende durante 25 dias - de 01 a 25 de dezembro de 2007.

Vinte e cinco dias de uma ação repetitiva e particular. Nessas videoperformances para a web - you tube - traço um percurso tendo o meu corpo como instrumento de percepção temporal. Gestos repetitivos, já moldados pela memória do corpo. Gestos mecânicos e condicionados pela necessidade da higiene corporal, sempre particular e íntima.
O rosto como paisagem, o rosto como apresentação da construção identitária do homem, o rosto como política, o rosto como força de controle.

"Se o rosto é uma política, desfazer o rosto também o é, engajando devires reais, todo um devir-clandestino. Desfazer o rosto é o mesmo que atravessar o muro do significante, sair do buraco negro da subjetividade. O programa, o slogan da esquizo-análise vem a ser este: procurem seus buracos negros e seus muros brancos, conheçam-nos, conheçam seus rostos, de outro modo vocês não o desfarão, de outro modo não traçarão suas linhas de fuga."

Gilles Deleuze/Félix Guattari. (Mil Platôs: capitalismo e esquzofrenia) p.58
" O presente é o único tempo disponível, o único tempo real, e longe de ser somente quando cessa de ser...ele não cessa de durar, de continuar, de se manter. Quando comecei essa comunicação, o presente estava aqui. Ainda está, nesse momento em que eu a continuo. E estará sempre, quando eu tiver terminado, quando tivermos nos despedido, quando pensarmos em outra coisa..."

ANDRÉ COMTE-SPONVILLE/O Ser-Tempo

Série de videoperformance para a web - GESTOS MECÂNICOS

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Maçãs do amor - ação contrária/ Diadema - 2006 - SP/ Wagner Rossi





O projeto “Maçãs do amor-ação contrária” aconteceu em Diadema (SP) no dia 09 de dezembro de 2006. O projeto, realizado junto ao coletivo EIA –Experiência Imersiva Ambiental, tão logo se concretizou, terminou. Vaporoso, instantâneo, permitiu experiências afetivas de contato e união. Ao escolher uma árvore na Praça da Moça, em Diadema, para acolher 100 maçãs, o que prevalece é o desejo enquanto invenção, possibilitando novas formas de agir no cotidiano e restabelecendo “outras” formas de cooperação, gerando contatos sociais e coletivos que criam qualidades sempre novas de afetação recíproca, valores próprios, inventividade grupal. É o corpo do coletivo que, unido, agrega valores, instaurando novas associações e permitindo fluxos de trocas energéticas e alegria jubilosa.A invenção e a cooperação, fontes de alegria, permitem que possamos experimentar uma nova relação social e afetiva, baseada na expansão; subtraindo uma postura de carência, sofrimento e falta que são reações próprias do tédio e do conformismo social e que alimentam toda uma estrutura social-política-religiosa de modelação corporal. Em “Maçãs do amor-ação contrária”, agir na contramão do socialmente estabelecido e, simbolicamente, oferecer o fruto ao contrário de retirá-lo, produziu consciente/inconscientemente uma pequena variação no padrão imposto, ressoando, em nossos corpos, a alegria da abundância.
Wagner Rossi

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

FESTIVAL DISPOSITIVO- Paço das Artes - São Paulo


Dentro da temporada de projetos do Paço das Artes, acontece o Festival Dispositivo. Nesse projeto participo com uma videoperformance.

A abertura da mostra acontece dia 21/11/07

Paço das Artes - São Paulo/SP

www.pacodasartes.org.br

quarta-feira, 14 de novembro de 2007


sem título
fotoperformance - 2007
fotografia digital - políptico
wagner rossi

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

EU VOS LIBERTO - ZIKZIRA TEATRO FÍSICO

Fernanda Lippi e André Semenza, atuais responsáveis e fundadores da Cia Zikzira Teatro Físico, depois de mais de um ano de trabalho, apresentam o espetáculo EU VOS LIBERTO - 23 de novembro à 09 de dezembro - no espaço cultural ESPAÇO 104, em Belo Horizonte.

Resultado da disciplina e capacidade criativa dos dois, e da equipe que os acompanha, o espetáculo parece ser de uma qualidade e força excepcional.

Para quem quer saber mais sobre o trabalho da Cia Zikzira, acesse o site http://www.zikzira.com/

e www.zikzira.com/euvosliberto

O site é uma maravilha.

Abaixo, segue parte do release que recebi da Fernanda e do André:

A Companhia Zikzira Teatro Físico apresenta a audaciosa montagem “Eu Vos Liberto”, versão da tórrida paixão de Fedra, esposa de Teseu, pelo enteado Hipólito. Considerada a primeira tragédia sexual da humanidade, a peça é, nas palavras do diretor André Semenza “o retrato de humanos desenraizados à procura de pistas”. “Eu Vos Liberto” estréia no dia 23 de novembro no Espaço 104 numa temporada de 3 semanas e segue em turnê internacional por Londres (Inglaterra), Paris (França), Stockholm (Suécia), Tallinn (Estônia) e Seul (Coréia do Sul).
Um espetáculo de amor, ódio, culpa, dor e perdão. Não necessariamente nessa ordem, essas poucas palavras podem traduzir, ainda que de forma superficial, a nova (e audaciosa) montagem da Companhia Zikzira Teatro Físico. Reconhecida por seus projetos instintivos e impactantes, que não se furtam em causar espanto e até certo desconforto (no bom sentido!), a cia. Anglo-brasileira desafiou-se ao buscar o mote de seu mais recente trabalho no berço do teatro universal: a Grécia Antiga. Desta vez, dois anos após encenar “Verissimilitude”, espetáculo aclamado por crítica e público, a Zikzira leva ao público do Brasil “Eu Vos Liberto”, versão adaptada pelos diretores e inspirada na idéia original da clássica história de Eurípides, que há 2.500 anos narrou a tragédia “HIPÓLITO”.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Algumas fotos da abertura da exposição LIVING ROOM - QUARTO VIVO






Imagens da abertura da exposição LIVING - ROOM Quarto Vivo, que aconteceu em São Paulo - dia 03/11/07.
As imagens foram enviadas pela Juliana Freire.
"Nada existe a priori; o tempo tudo inicia e tudo faz; até o próprio tempo se faz por si mesmo. Para o artista "o fazer-se", o profundo fazer-se que ultrapassa as condições do faciendi material, é que constitui a sua principal condição criativa. A criação se faz, nunca se deixa de fazer."
Hélio Oiticica

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Galeria EMMA THOMAS - São Paulo/SP


Recebi algumas imagens da montagem da exposição Living Room - Quarto Vivo.
Aproveito para postar um pequeno release da mostra, que a Juliana e a Flaviana, proprietárias da galeria, me enviaram ontem.

As artistas plásticas e estilistas Juliana Freire, 30 anos, e Flaviana Bernardo, 27 anos, são as idealizadoras da galeria Emma Thomas.

A Galeria é um espaço informal, inaugurado em 2006, com o objetivo de abrigar a recente produção artística contemporânea brasileira. Conta com aproximadamente 300m2 de área interna e externa, para realizar mostras. Somam-se ao espaço 6 mostras coletivas, apresentando 100 artistas e lançando 2 novos curadores em apenas um ano de funcionamento.

A intenção da galeria é promover a produção nacional contemporânea, fomentar a produção de novas linguagens como vídeo, sound art, arte e tecnologia e difundir a produção laboratorial, dentro do circuito nacional das artes visuais, com jovens artistas e artistas consagrados dividindo o mesmo espaço.

Aos moldes dos “Gabinetes de Curiosidades”; dos Salões da Academia Real de Pintura - Grande Galeria do Louvre 1699/França, a mostra “Living Room – Quarto Vivo” reapresenta um dialogo com os antigos salões europeus. A exposição trará à tona a idéia do artista e do espectador - de maneira homogenia - como integrante da exposição, anulando os padrões expositivos atuais. A ‘exposição-obra’ se apropria dos temas tratados por cada um dos 50 artistas, criando uma aglutinação que se sobrepõe à individualidade da obra. Os visitantes conseguirão apreciar uma variedade de peças artísticas, sem cronologia ou ordem sucessiva de apresentação, tornando-se uma grande instalação.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

LIVING ROOM - quarto vivo



Exposição coletiva, em São Paulo, onde apresento algumas fotografias - fotoperformances.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

FESTIVAL DISPOSITIVO- Paço das Artes - São Paulo

Em tempo recorde, eis a lista das obras selecionadas para o Festival-Dispositivo. O festival acontece de 17 de Novembro a 30 de Dezembro no Paço das Artes. Aguardem novidades sobre a programação!
Ver mais em: www.pacodasartes.org.br/
cinefalcatrua.wordpress.com/

“VPK” (fragmento) Eduardo Silva Salvino
36ª DP Marcus Bastos
0 to retain Simone de Martino
14×7 Marcus Bastos
7 to release Simone de Martino
A4 Edson Ferreira
access denied Rachelmaurício Castro
Alugo Jatos Luana Boaventura
Aos lados, volver! Douglas Pinheiro e Jan Yuri Amorim
A pedra = a coisa e o algo Amélia Sampaio
Armadilhas da Pintura - Vol. 7 – Limpeza Hugo Houayek
Ariano Suassuna canta Calypso Geane Carla
Ascese: “Ferro, Leite e Garrafa” Rodrigo Castro de Jesus
Atravessamentos Diogo de Moraes e Fábio Tremonte
Autorizamos ao Sr. Isaque Meireles
Bananeira Maneira Anderson Corrêa de Araújo
Bandeira Chico Linares
Bike Praia Ivan David
booom! Rachelmaurício Castro
Brasil Fausto Junior
Broadway Woman’s Worth Daniel Toso
Car Trip Giovani Castelucci
Catedral da Sé Graciela Rodriguez
Cena do vídeo Saúde Nelson Antônio
Centro de Vitória Márcia Rúbia Frasson Soares
Copacabana Saulo
Dance Dance Francisco Dantas
Delivery Vítor Kennedy
Des-estação Patrícia Gerber
Desaparecidos Missa na Catedral da Sé Graciela Rodriguez
Entre Estações Annádia Leite
Esfolando Metal Hervan Rossi
E ténue Letícia Weiduschadt
Extorquido Pedro Falcão
Fade In, Colher, Fade Out Christopher Faust
Faxineira Graziela Kunsch
Feira de Artesanato Célio Dutra
Féretro Felipe Borges
Fértil Baldio Marcelo Salum
Fiat Lux Nelton Pellenz
Fluido Lilian Amaral
Fly Eyes Claudia Barbisan
followme Rachelmaurício Castro
Formigueiro Júlio Alceu Correia
framesframesframes Ricardo Oppermann
Going Gobi Henk Nieman
Igreja Barroca Caio Cézar
Índios na Assembléia Legislativa Rapidemeto e Papaléguas
Inserções Telefônicas em Circuitos Ideológicos Pablo Paniagua
Instalação Anderson Corrêa de Araújo
Ipanema Saulo
L-CO Nelton Pellenz
Lejos 01 Joacélio Batista
Lejos 02 Joacélio Batista
Life is Coming Arthur Tuoto
Lombada Fábio Portela
Loops Radioativos Felipe Brait
Lua de Março Ruy Monfort
Lula Mauro Rubens da Silva
Malabares do Fogo Nelson Antônio
Massa em si e Gesto Amélia Sampaio
Mede-mede Raquel Stolf
Meninos para Sempre Roderick Steel
Metrô Sampaulo Cristina Ribas
Mobile Preacher Daniel Zante
Não Aprendi Dizer Adeus Fã-Clube do Roger
Narcisus Bolivianus Joacélio Batista
Nosso Quarto Cecília Soares
O “frederiquismo” no movimento estudantil Frederico
Opera Pink Micael Cimet
Orkut Fã-Clube do Roger
Oroboro ou um outro filme sem cortes Heraldo Ferreira
Os Novos Navegantes Jaime Lauriano
O Último Segundo Alan Rodrigues
Ovinho de Chumbo Vítor Kennedy
Palestra de Paulo Goulart na UFPB Geane Carla
Passarim Nelton Pellenz
Pasto de Nuvens Lucas Kogure
Pedrinho Fernanda Guimarães
Performance de George Sander Mauro Rubens da Silva
Pirilampos Maurício Covari
Pixelgrafia II Adilson Borges
Poltronas de Ônibus Eduardo Lima
Ponto de Equilíbrio Wagner Rossi
Pouso em Vitória Lucas Kogure
Primeira Aula Giuliano Nosralla Gerbasi
Que seja chama, se fogo for Annádia Leite
Rail Texture Drica Veloso
Raízes Subterrâneas Rafael Schlichting
Read my Lips Daniela Assunta
Remelão Sidney Calmon
Respeitos Claudia Barbisan
Robert Graziela Kunsch
Ruína Hóspede
Saída a Pelego Gustavo Torres
Sem Título Nelton Pellenz
Ser Nu Amélia Sampaio
Silendus - A Transformação do Corpo Osiel Garcia Barbosa
Sessão 0580 Marcos J. Penteado
Sobre Asas do Desejo Dirnei Prates
Soltando uma Pipa e Trocando as Bolas Renan Cepeda
Sonho …8 Mireli Costa
Spaceshipsunset Drica Veloso
Stalker no Andaraí Anderson Corrêa de Araújo
SuperDuperHiperLiper Joana Cruz
Tente Fazer Isso em Casa Thiago Tomé e Marcelo Comparini
Tibet or not Tibet Chang Chi Chai
Tonico Patrícia Bragato
Torcendo o pátio Fábio Portela
Tumba de Jesus Afonso Marques Oliveira
Twilight Memories #1 Erly Vieira Jr.
Twilight Memories #2 Erly Vieira Jr.
Übergang Hugo Fortes
Uh Lalá! Claudia Barbisan
Um Pouco Mas Morri Marilei Fiorelli
upload Rachelmaurício Castro
Vamos Dirnei Prates
Velinhas Gustavo Spolidoro
WC Masculino Daniel Seda
Whitespace Geraldo Sauerkraut
Xsun Drica Veloso

A TRAVESSIA - DEVANEIO DO HOMEM QUE ANDA

Onde começa e termina uma performance?

Quando, em 2003, realizei a performance MANAS, na MIP – Manifestação Internacional de Performance , tive a clara sensação de um transbordamento da ação, que, além da sua duração pré-estabelecida, favoreceu outros projetos, ações, pensamentos e direções. Assim, sem conseguir estabelecer limites precisos, percebi que o antes e o depois da performance faziam parte de um continuum do tempo, que unidos a ela, favoreceram esse transbordamento e originaram outras possibilidades reflexivas.
Na performance proposta para o projeto Multiplicidade, emVitória, situada em um tempo e espaço distante dessa primeira experiência performática, novamente me vi diante da sensação de expansão nesse contato espacial/temporal. Por isso, talvez, ainda tenho dificuldade de escrever sobre a performance A TRAVESSIA: DEVANEIO DO HOMEM QUE ANDA.
Pensando sobre a performance, desde o meu retorno, não consigo estabelecê-la como algo independente dos outros acontecimentos que, de forma excepcional, aconteceram em Vitória durante o multipliCIDADE. Quem sabe devo perceber essa performance como uma ação unida às outras ações, como um movimento criado de forma independente, mas que quando manifestou-se, imediatamente se interconectou aos outros acontecimentos?
É claro que estas divagações são sustentadas pela característica ritualística da performance A Travessia..., que, intencionalmente, pretendeu estabelecer um campo mítico de atuação. Se a característica escultural da figura humana, caminhando pela cidade, e o estranhamento dessa presença pública permitem a recuperação na memória de acontecimentos reais ou imaginários, sua manifestação presentifica no espectador e no performer uma experiência direta com a ação, que ante de ser narrativa, é potência e energia plena de visualidade e vitalidade.
Nas palavras de Renato Cohen, “o campo mítico é um “entre-parentêses”, um tempo-espaço que se insere no tempo do cotidiano (experiência do ordinário, das relações objetivas)” e é, continuando a citá-lo, possível através da “inteireza, adensamento, exacerbação, ampliação da presença – colocação do potencial psicofísico inteiramente alinhado com o trabalho presente”.
Talvez aqui, depois do que já foi escrito, encontre uma possibilidade de refletir sobre esse continuum da performance, já que em Vitória, lugar estranho para mim, pude, como um nômade, experimentar uma sensorialidade destituída da lógica racional. Claro que, durante a performance, meu corpo experimentou forças e presenças além das corriqueiras, mas exatamente por isso pude levar essa consciência “outra” para os demais encontros e trocas afetivas.
Esse transbordamento, invisível aos olhos, mas perceptível enquanto manifestação sensória estabelece relações entre a prática artística e sua diluição/absorção na vida. Se a vida é potência e livre devir, os afetos que surgem daí são permeáveis e descontínuos, permitindo aberturas que dialogam com a presença de um espaço saturado de informação e utilidade. A pausa, como é percebida no campo mítico, oportuniza uma resistência ao cotidiano útil e preenchido por fragmentos que não se conectam. Na super agitação, própria do estímulo capitalista, somos invadidos por uma sutil vibração que, inevitavelmente, nos retira de uma mera posição individualista e anônima.
Wagner Rossi - 23/10/07


sobre a MIP ver:
www.ceia.art.br/
www.ceia.art.br/mip/galeria.htm

domingo, 21 de outubro de 2007

A Travessia..... desenhos


segunda-feira, 15 de outubro de 2007

...poesia de Walt Whitman

Canto a mim mesmo

"A cópula tem o mesmo valor que a morte.
Creio na carne e nos apetites.
A vista, o ouvido, o tato...São milagres.
E cada partícula minha, cada apêndice meu
é um milagre.
Sou divino por dentro e por fora
e santifico tudo que toco
e tudo o que me toca:
O odor de minhas axilas é tão sutil como o de uma prece
e esta cabeça minha
vale mais que as igrejas,
as bíblias
e os credos."

WALT WHITMAN

sábado, 13 de outubro de 2007

A TRAVESSIA - DEVANEIO DO HOMEM QUE ANDA

A postagem foi feita de baixo pra cima...estas 05 imagens são do final da performance.







...posteriormente escreverei um texto sobre a ação.

mais imagens da performance





A TRAVESSIA - DEVANEIO DO HOMEM QUE ANDA - performance realizada dia 11/10 - Multiplicidade 2007 - Vitória/ES





domingo, 7 de outubro de 2007

videoperformance Policéfalo

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

multipliCIDADE 2007 - mapa de ações em Vitória


Venho acompanhando o trabalho do COLETIVO ENTRETANTOS, de Vitória-ES. Nesse ano acontece o segundo MULTIPLICIDADE, evento de ações e intervenções urbanas ralizado pelo coletivo.

Até agora só tenho tido motivo de satisfação em participar, com uma performance, do multipliCIDADE 2007.

Segue mapa dos locais e datas das várias ações que acontecem durante os 10 dias do evento.

Vale conferir, no http://www.entreblog.tk/, os outros eventos paralelos...

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

O colapso do corpo a partir do ankoku butô de Hijikata Tatsumi - Christine Greiner

Quanto mais leio e pesquiso sobre a arte da performance, mais me aproximo do que hoje é definido como dança contemporânea. Não em todas as suas manifestações, mas em muito do que é pensado e proposto nesse universo.

Uma pesquisadora da PUC/SP, Christine Greiner, muito ligada ao campo da dança, é referência como conhecedora das questões do corpo e performance, incluindo, nas manifestações corporais, o trânsito entre ocidente e oriente.

Sugiro a leitura de um artigo dela, na net, que trata sobre o Butô - manifestação artística especificamente japonesa - rico em possibilidades de reflexão para quem se interessa pelo assunto corpo/performance.

www.japonartesescenicas.org/estudiosjaponeses/articulos/ankokubutoh.pdf



sábado, 22 de setembro de 2007

série Ponto de Equilíbrio


Fotoperformance - 2007
Wagner Rossi

multipliCIDADE 2007/projetos selecionados

A Comissão Organizadora do multipliCIDADE 2007 informa os projetos selecionados pela Comissão de Seleção, formada por Luara Monteiro, Marcílio Riegert, Hugo Neto, Marcus Vinícius e Rafael Massena. A seletiva foi realizada no dia 20 de setembro de 2007, na Galeria Homero Massena, em Vitória - ES, e foram selecionadas as propostas com viabilidade de execução dentro das condições do multipliCIDADE.
A Comissão Organizadora agradece a inscrição de todos e divulga a lista dos selecionados!Logo abaixo, todos os últimos e-formes!
Ações e Intervenções Urbanas
13 NUMA NOITE [RJ]2 de paus [ES]Belê [SP]Bia Black [SP]DUPLA [SC]Edinho [SP]Eduardo Verderame [SP]Elaine Pinheiro [ES]EU NÃO SOMO [SP]Floriana Breyer [SP]Genivado Amorim [SP]GIA [BA]Grupo Era [ES]Grupo OVO [CE]Jeff Anderson & Eloir Santos [SP]Jefferson Wille Kielwagen [SC]João César de Melo [ES]José Carlos Aragão [MG]Jose Paulo Neves [MG]Julio Leite [PB]Junior de Paiva [GO]Luciana Ohira & Sergio Bonilha [SP]Maíra Vaz Valente [SP]Micheline Torres [RJ]NGDG [RJ]Pedro Costa [BA]Pedro Olaia [PA]Rodrigo Lourenço [RS]Socorro Souza [CE]Surto Coletivo [MG]Thiago Arruda [ES]Tom Lisboa [PR]Vias Marginais [SP]Vitor Butkus [RS]vix. [BA]Wagner Rossi [MG]

Maiores informações: http://www.entreblog.tk/

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Mais uma imagem da série Ponto de Equilíbrio


Fotoperformance - 2007
Wagner Rossi

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

CORPO E BARBÁRIE

Nesta 5ª edição do ENARTCi o Hibridus deseja explorar, por meio da linguagem-dança, as gramáticas do corpo socialmente construídas. Assim, ao propor o tema “Corpo e barbárie” nos convida a repensar seus eixos, jeitos e usos, porque o corpo não é apenas matéria-repositório do espírito. Ele é língua, verso, grito, gozo, dor, janela... por vezes cerrada, noutras, trancafiada

[saiba mais pelo site http://www.hibridus.com.br/]

Na quarta-feira, 12 de setembro, ao passar os olhos pelo jornal Estado de Minas, tive a grata surpresa de ler matéria sobre o ENARTCI. Em sua quinta edição, o evento de dança contemporânea, que acontece em Ipatinga(Vale do Aço-MG), me surpreendeu pela proposta conceitual e profissionalismo.
Com o tema CORPO E BARBÁRIE, o quinto ENARTCI proporcionou encontros, trocas, fluxos de idéias e expressões.
Em uma troca de e-mail com Wenderson Godoy, um dos responsáveis pelo ESPAÇO HIBRIDUS, propositor do ENARTCI, recebi um texto produzido durante o encontro desse ano. Apesar do encontro ter ocorrido entre 06 e 09 de setembro, fica aqui o registro do encontro através desse texto.

Terrorismo Cultural & Atentado Poético

Memorando de Ipatinga

Ipatinga, 09 de setembro de 2007.


De: Artistas da dança sofrendo e/ ou se divertindo no Enartci

Para: Todo mundo se divertindo e/ ou sofrendo no resto do Brasil

Estamos aqui para desenvolver variações em torno do tema "Corpo e barbárie" (independente da tradução que alguém faça de "corpo" e "barbárie"). Entre espetáculos, conversas, passeios de trem pela Ipatinga que turistas, empresários e governos não vêem, chegamos ao inevitável debate sobre políticas públicas. Para a cultura ou para além da cultura.

Passamos, como sempre, por questões como:

-Leis de incentivo, alternativas a elas, ou a falta de alternativas.

-Patrocinadores, ou a maneira como nossas publicações, imagens e paredes de teatros estão cada vez mais poluídas com logomarcas.

-Nossa postura no meio deste debate, sempre cheia de desejos e frustrações, mas com menos sugestões ou proposições do que seria eficiente.

-Urgência da implantação de medidas que estimulem a diversidade cultural, aqui entendida não apenas como uma diversidade de projetos ou idéias, mas de modos de criar, produzir, expressar.

-Dificuldade em agir por um bem comum quando o núcleo atual da estrutura de produção gira em torno de elaborar projetos, inscrever-se em editais, captar recursos – ou seja, atividades que premiam o individualismo e o isolamento, e inibem o surgimento de ações políticas coletivas.

Tendo isso em vista, propomos (convocamos, atentamos, sugerimos, clamamos e exclamamos):

- Circulação de sugestões, propostas, posicionamento afirmativo sobre como devem ser as políticas culturais. Ninguém tem a obrigação de nos salvar, de modo que nenhuma proposta de política pública será legítima e suficiente se não partir de nós.

- Implantação de processos que conduzam a um treinamento político-poético-ideológico, centrado em temas como - mas não somente - formas de organização, estratégias de comunicação com públicos (gente comum, mídia, comunidades específicas, capital, governantes etc.), estruturas de ação direta (intervenção, mobilização, terrorismo cultural e atentados poéticos), que nos dêem condições materiais e objetivas de encontrar as formas de nossa militância neste novo século.

-Determinação de objetivos, já que é necessário discutir – sempre – por que dinheiro de contribuintes deve ser aplicado neste programa ou naquele projeto. É inadmissível a postura dos grupos e artistas que, ao receberem recursos públicos, retiram-se do debate sobre as políticas, ou da pressão sobre os poderes.

-Estímulo aos programas que propiciem o encontro e a diversidade, e às estruturas de fomento, que sejam constantes e que não se abalem com mudanças governamentais.

-Uma nação com cultura continuada adoece menos e faz melhor suas escolhas.

No mais,

Aguardamos as notícias de vocês,

E pretendemos continuar a martelar a cabeça e a caixa postal de vocês com as nossas notícias.

www.hibridus.com.br

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Wagner Rossi - vídeo-performance PE#001



vídeo-performance PE#001

http://www.youtube.com/watch?v=cdX-9jmPvwQ

SOBRE O NOMADISMO...

"Existir é sair de si, é se abrir a um outro, ainda que através de uma transgressão. De resto, é a marcha transgressiva que sempre é o índice mais claro de uma energia ativa, de um poder vital se opondo ao poder mortífero das diversas formas de fechamento. Assim, contrariamente ao que prevaleceu na economia de si e na economia do mundo próprias do individualismo burguês, ser fora de si é um modo de se abrir ao mundo e aos outros."

Michel Maffesoli

MULTIPLICIDADE 2007 - Vitória/ES


Vale a pena conferir o edital do MULTIPLICIDADE 2007. O coletivo Entretantos, de Vitória, é o responsável por esse projeto de ações e intervenções urbanas. Saiba mais pelo blog www.entreblog.tk


O Coletivo Entretantos, em parceria com a Casa Porto das Artes Plásticas, Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal de Vitória, Sub-Gerência de Artes Visuais da Secretaria de Cultura do Espírito Santo, Secretaria de Produção e Difusão Cultural da UFES, Sindicato dos Artistas Plásticos Profissionais do Espírito Santo e Centro de Artes da UFES, através do FACITEC - Fundo de Apoio à Ciência e Tecnologia, torna público que se encontram abertas de 25 de julho a 14 de setembro de 2007 as inscrições para projetos de ações e intervenções artísticas e oficinas práticas e/ou teóricas, a realizar-se de 05 a 14 de outubro de 2007, em Vitória - ES, no multipliCIDADE 2007.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

TEXTO DE SALA

Este texto foi escrito por mim e é uma apresentação e reflexão sobre os trabalhos que exponho na Celma Albuquerque Galeria de Arte. Durante a mostra, o texto estará disponível próximo aos trabalhos.


Na década de 1970, a performance, enquanto manifestação artística e plástica, inscreve-se como mais uma possibilidade transgressora de uso do corpo, em detrimento de um panorama sociopolítico instável e em mutação. Estendendo os limites entre arte e vida e propondo ao corpo a experiência de ser um objeto estético, os artistas ampliaram limites formais da pintura e escultura, incluindo tempo real e movimento no espaço, além de oportunizar interdisciplinaridades no campo expandido da arte.
Atualmente, a arte da performance evidencia uma grande variedade de experiências com o corpo que, aliadas ao crescente desenvolvimento tecnológico, desdobram-se em novas categorias e formas de visibilidade e visualidade. Com os avanços na produção e recepção de imagens, advindos do desenvolvimento das tecnologias da comunicação e das tecnologias digitais, o corpo, que foi exclusivamente matéria física e volume espacial, multiplica-se em virtualidades até então impensadas.
Nesse panorama as performances ampliam campos de atuação, dialogando com dispositivos tecnológicos, não apenas como apreensão do novo, mas como processo de discussão e reflexão do corpo na contemporaneidade. As formas distendidas de performance – fotoperformance, vídeo-performance, performance na web etc – estabelecem novas camadas de percepção corporal e permitem reflexões nesse contexto do corpo como obra.
Dentro desse recorte e ampliando suas complexidades, os trabalhos que apresento na Galeria Celma Albuquerque, para a mostra em questão, estão inseridos dentro de um processo de pesquisa, que tem origem na relação corporal do artista com aquilo que o cerca, estabelecendo, diante desse contato, a “soberania” do corpo.O que surge como questão é o aparato social, político e cultural de modelação e estagnação das identidades e afetos, possibilitando uma desestabilidade física e imagética como proposição para questionamentos do controle social. O corpo como afirmação do pensamento, potência criadora, estabelece diferenças que embaralham códigos pré-estabelecidos, abrindo-se para um mundo totalmente diverso do construído pela razão clássica e “estatizante”.
Nas fotografias- fotoperformance – uso meu corpo como elemento presencial e em processo no ambiente, escolhendo lugares íntimos e familiares para criar dispositivos sustentados pela imagem fotográfica. Nesses lugares, oriento ações corporais que, enquanto imagens, estabelecem espaços de memória ativados pela presença do corpo. Na oposição entre o que é experimentado e a estaticidade do lembrado, evidente na fotografia, uma instabilidade perversa é acentuada. Instabilidade que perpassa a ocupação de lugares cotidianos – qualquer lugar – mas que é lançada numa experiência vertiginosa, não apreendida pelos sentidos.
Pela imobilidade fotográfica, o corpo, nesse caso, opera deslocamentos que colocam em questão formas de percepção e localização espacial, viabilizando, através de uma situação desconexa, outras possibilidades de construção mental do espaço. Nos trabalhos expostos, em que rotações da imagem e construções físicas projetam um corpo destituído de peso, o ambiente é movediço e instável, podendo desfazer-se a qualquer instante. Nesses lugares, o corpo é a presença que sustenta o olhar e, ao mesmo tempo, elemento desestabilizador.
Nos vídeos – vídeo-performance – o conceito é muito semelhante, diferindo das fotografias pela característica específica desta mídia. Outras questões surgem, tais como o tempo, o movimento, a sonoridade ou sua ausência, a seqüência em looping etc. Obviamente, diante dessas diferenças básicas, outras formas de percepção levam-nos a distintas formas de reflexão. De qualquer forma, não pretendo aqui me aprofundar nestas especificidades, optando por incluir elementos constitutivos dos trabalhos em questão.
Na vídeo-performance Policéfalo, desdobramento de outro trabalho, de nome Cabeças Pesquisadoras, o corpo do performer é um corpo-totem; emblemático pelas desterritorializações que opera diante de uma das extremidades do corpo – a cabeça. Na ausência de um local único e preciso para o rosto, fragmento corporal determinante da superioridade humana na sociedade ocidental, o corpo é presença e representação, possibilidade criadora e instabilidade errante.
Dialogando com a outra vídeo-performance, PE#001, onde a cabeça e parte do tronco, sobre uma cadeira, estão em rotação invertida, expondo um corpo frágil e em desequilíbrio iminente, o que fica visível é a presença da cabeça, transgressora, em todos os trabalhos expostos, diante da construção de identidade e individualidade do ser fechado.

WAGNER ROSSI

sábado, 25 de agosto de 2007

trabalho da série Horizontalidade - 2007




















fotografia digital - fotoperformance - da série Horizontalidade
Wagner Rossi - 2007
"Não existe ninguém que não se dê conta do absurdo relativo, do caráter gratuito, historicamente condicionado, da interdição da nudez e, de outra parte, do fato que a interdição da nudez e sua trasgressão determinam o tema geral do erotismo - quer dizer, da sexualidade transformada em erotismo (a sexualidade própria do homem, a sexualidade de um ser dotado de linguagem)."

GEORGES BATAILLE

Exposição na Galeria Celma Albuquerque - BH



Vale a pena conferir os trabalhos dos vencedores do comida di buteco - arte no banheiro/2007. Nessa mostra, os artistas apresentam outros trabalhos, com o foco em suas próprias pesquisas.
Estou expondo, na galeria, algumas fotografias - fotoperformance - e 02 vídeos - vídeo-performance.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

...outro trabalho da série Ponto de Equilíbrio



...Com a intenção de registrar uma experiência fugaz, que acontece no contínuo do tempo, e que é neutralizada pela imobilidade fotográfica, o corpo, nesse caso, opera deslocamentos que colocam em questão formas de percepção e localização espacial, viabilizando, através de uma situação desconexa, outras possibilidades de construção mental do espaço...
Wagner Rossi

domingo, 19 de agosto de 2007

PERFORMA 07 - evento bienal de performance

PERFORMA 07 é um evento que acontecerá de 01 a 20 de novembro de 2007 em Nova Iorque.
Em sua segunda edição, o evento criado por RoseLee Goldberg ( A arte da performance: do futurismo ao presente )é interdisciplinar e pretende incentivar a pesquisa, o desenvolvimento e a apresentação de artistas visuais que trabalhem com "arte viva".

Vale conferir o site do evento: www.performa-arts.org

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

TANQUE - com Marco Paulo Rolla e Dudude Herrmann

performance na estrutura - Galeria Emma Thomas/SP




http://suwud.com
Este flyer está disponível em resolução melhor no nosso site:
suwud.com/structures/flyer_abertura_emmathomas.jpg

fotoperformance da série Ponto de Equilíbrio












fotoperformance da série Ponto de Equilíbrio/2007

Wagner Rossi